Retrospecto 2009 – “Eita ano agitado!”

 

Quando o ano começa, eu vivo duas realidades diferentes: a dos alunos que vão para o segundo ano e que já me conhecem - por isso, o ano com esses é bem mais sintonizado, pela razão simples de que já nos conhecemos -, e aquela que será construída com os alunos recém-chegados do nível fundamental. Com estes, tudo é novo, para mim e para eles. Sempre é assim. No início, é o momento de reconhecimento. Muito cuidado nesta hora. Tudo deve causar a melhor impressão, pois deste primeiro contato dependerá o bom andamento de todo o ano! Assim mesmo?! Sim, de todo o ano. Assim, repito: muita calma. Passado esse momento, a coisa transcorre dentro da previsibilidade. Para ambas as partes. Não é mais uma incógnita.

   Isso aconteceu, desse mesmo jeito, com os alunos que agora estão no segundo ano. Parabéns. Passaram! Significa que estudaram. E dessa maneira devem permanecer. Contudo, a experiência vai facilitando as ações e indicando caminhos seguros. Não se quer dizer que não haja erros, mas a experiência é a mãe da vivência. Vive melhor quem mais soube significar e ressignificar suas experiências. Desta premissa, digo que foi mais fácil do que nos anos anteriores. por que? Porque a experiência significada marca para toda a vida.

Ok! Foi um ano muito agitado disse eu no início do texto. Pois é. Além dos inúmeros conteúdos gramaticas, no 1º Ano, as palavras e suas classificações e funções, mais importante seus significados e sentidos no texto, e no 2º ano, Sintaxe, um conteúdo à parte foi o extraído de situações como a exibição de filmes ou a audição de músicas. Nestas situações, a vida está aí, como é, sem máscaras. Por intermédio, em especial, desses dois recursos, desenvolvemos nosso entendimento sobre o assunto que mais se trabalhou durante o ano. Qual? Alguém não saberia? S U S T E N T A B I L I D A D E ! Aparentemente, um tema ligado ao meio ambiente, e ao setor econômico, daí resistência ao primeiro ouvir dessa palavra, com os estudos que realizamos, percebemos, inclusive, que ele pode (deve?)estar em todos os espaços  em que haja convivência humana.  Portanto, apenas nas aparências, é um assunto “burocrático”, ou melhor, difícil, chato.

O alerta foi dado e gritado, cantado e encenado. Sustentabilidade na cabeça e nas mãos. Chega de falsidade e discurso mentiroso. Ação com responsabilidade e não só dos adultos, mas, sim, de todos, todos que são conscientes da importância desse tema para a manutenção da vida em nosso planeta.

2010 está aí. Está aqui. É o ano do agora. Muitos são os planos bons. E não pode ser diferente. Cabe a cada um de nós fazê-lo inesquecível como foi o seu antecessor. Aos meus companheiros de todos os dias, de todas as salas de aula, e de todas as aulas, um abraço e até o dia 18 de janeiro. O recomeço, mas certamente novo, como o ano que se inicia.

Vamos recordar a música Caos no Mundo?

I. Nas letras de jornais e de outros recursos audiovisuais: o disparate / A ambição, a marca que nutre a implacável degradação / Com tanta fartura, milhões padecem de cruel tortura / Aonde iremos levar este planeta que como um cometa se dirige a um iminente e enexorável caos? 

II. Tempestades, maremotos, vulcões em erupção / Deserto onde havia mar e mar provisório de transposição  / O avanço do vento destrói o que encontra pela frente / E a geração adiante de nós vai encontrar uma vida atroz, consumida pela irracionalidade feroz?

III. (Refrão) O mundo vive inseguro / Ações indiscretas / Verdades incertas compõem um quadro assustador /

O discurso por um lado / A prática, distante, outra margem / Ao encontro da destruição / De encontro à vida e sua manutenção /

IV. Nas ruas das cidades e em nossas próprias casas, o descaso / O desperdício / O lixo / A poluição / Decisão urgente / Responsabilidade social / Sustentabilidade / Direito / Respeito / Tolerância / Legitimidade /